Icei-RS permaneceu estável em 45,2 pontos, reforçando o cenário pouco otimista na indústria do RS
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) permaneceu estável em julho de 2026, ao registrar 45,2 pontos. O indicador segue abaixo da linha divisória dos 50 pontos e da média histórica, de 52,8, mantendo o quadro de baixa confiança. Os dados foram divulgados pelo Sistema FIERGS, nesta quinta-feira (23).
Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a combinação de fatores internos e externos mantém a confiança da indústria gaúcha em patamar baixo desde dezembro de 2024. "Persistem as incertezas sobre a política monetária, o equilíbrio das contas públicas e o cenário político-eleitoral de 2026. No exterior, as tensões geopolíticas e a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros tendem a reduzir a competitividade de segmentos exportadores e afetar cadeias produtivas com maior exposição ao mercado norte-americano", afirma.
A estabilidade do índice reflete o comportamento oposto de seus componentes. Enquanto o Índice de Condições Atuais recuou 0,4 ponto em relação a junho, o Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto no mesmo período.
CONDIÇÕES ATUAIS
O Índice de Condições Atuais caiu de 41,9 para 41,5 pontos em julho. O resultado manteve o indicador abaixo da linha dos 50, mostrando que os empresários industriais continuam percebendo uma piora nas condições correntes da economia brasileira e de suas próprias empresas em comparação às observadas há seis meses.
O Índice de Condições da Economia Brasileira recuou 0,8 ponto, para 34,2, refletindo a continuidade da percepção negativa em relação ao cenário econômico nacional. Conforme a pesquisa, 55,6% dos empresários da indústria gaúcha avaliaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto apenas 2,3% perceberam alguma melhora no período.
Já o Índice de Condições da Empresa recuou 0,2 ponto em julho, passando de 45,4 para 45,2 pontos. O indicador permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos e distante de sua média histórica, de 48,9, indicando que as avaliações negativas sobre as condições das próprias empresas continuam disseminadas entre os industriais gaúchos. Nesse contexto, 25,6% dos empresários afirmaram que as condições de seus negócios pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto 65,4% relataram que a situação permaneceu inalterada.
EXPECTATIVAS
O Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto em julho, alcançando 47,1. Apesar da melhora, o indicador permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos, que separa expectativas otimistas das pessimistas, mantendo um quadro de perspectivas predominantemente desfavoráveis para os próximos seis meses.
O Índice de Expectativas para a Própria Empresa caiu 0,1 ponto, para 51,2 pontos. Apesar da segunda queda consecutiva, o indicador segue acima da linha dos 50, sugerindo um otimismo moderado dos industriais gaúchos em relação aos seus negócios. Entre os entrevistados, 23,3% esperam melhora nas condições de suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 57,1% acreditam que a situação permanecerá estável.
Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira cresceu 1,1 ponto, passando de 37,7 para 38,8 pontos em julho. Apesar da leve alta, o indicador permanece distante da linha dos 50, evidenciando expectativas pessimistas disseminadas em relação ao cenário nacional. Nesse contexto, 41,4% dos empresários projetam uma deterioração das condições da economia brasileira nos próximos seis meses.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 10 de julho com 134 empresas, sendo 30 pequenas, 41 médias e 63 grandes.
