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Temor de fraudes com inteligência artificial atinge 82% da população do Sul do país

Publicada em: 03/07/2026 12:29 -

Pesquisa Observatório Febraban mostra que maioria das pessoas têm receio de perdas provocadas por ações que utilizam a inteligência artificial

 

Com o tema já incorporado ao repertório dos brasileiros, a inteligência artificial tem provocado visões com sentimentos diversos entre a população. Uma das maiores inquietações com o uso da tecnologia na região Sul são as fraudes, golpes e vídeos falsos: 82% acham esse tipo de prática muito preocupante, superando a percepção de IA em deepfakes influenciando eleições (76%) e também acima de outra consequência indesejada, o impacto ambiental dos datacenters (46%).

Os dados inéditos são da 19ª edição da Pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE, no início de junho, nas cinco regiões do país. O objetivo do levantamento foi trazer um panorama abrangente sobre o grau de conhecimento e familiaridade dos brasileiros com a inteligência artificial.

No recorte referente ao Sul, 94% das pessoas disseram já ter ouvido falar de IA, em um nível pouco acima da média nacional (92%); os que afirmaram conhecer bem a ferramenta na região somam 35%, enquanto 77% relatam que já tiveram com certeza algum contato com a tecnologia. Os que disseram já ter utilizado a IA chegam a 54%. Os que não a utilizam alegam principalmente o medo de errar ou receber notícias falsas (32%) ou a preocupação com privacidade e uso de dados (15%).

Entre os principais usos mencionados, o campeão é a busca de informações e esclarecimento de dúvidas (63%), seguida de longe pela aplicação profissional (12%)  e criação de vídeos e imagens (11%). A principal vantagem esperada com a IA é o ganho de tempo (35%), seguido do aprendizado de coisas novas (34%).

Diante de todas essas possibilidades, a inteligência artificial é recebida hoje mais com preocupação (24%) do que com entusiasmo (22%).

“A pesquisa traz um cenário compatível com o estágio atual do debate no país. Ainda estamos discutindo um marco legal específico para a inteligência artificial, e órgãos como a ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vêm testando instrumentos regulatórios voltados à IA e à proteção de dados”, ressalta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE. 

 

Por Assessoria
Foto Ilustrativa

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