Sistema visual dos pombos funciona de forma semelhante ao dos humanos
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Grupo de animais se mostrou eficiente em identificar nódulos a partir de exames de imagens
Um estudo publicado na revista científica Animal Cognition revelou que pombos podem ajudar pesquisadores a identificar pacientes com câncer. Segundo cientistas, um grupo de animais se mostrou eficiente após ser testado para identificar nódulos a partir de exames de imagens.
Considerando que o olhar dos médicos pode falhar durante a análise de uma imagem, pesquisadores decidiram colocar pombos para “ler” exames, já que o sistema visual da espécie funciona de forma semelhante à parte inconsciente da visão humana.
Para testar as habilidades das aves, os especialistas colocaram um grupo de seis pombos para assistir a vídeos curtos de tomografia computadorizada. Durante os testes, metade dos animais recebia uma recompensa alimentar por identificar nódulos pulmonares, enquanto a outra metade era recompensada por encontrar imagens sem nódulos.
Com o tempo, os pombos aprenderam a diferenciar imagens e detectar a presença de nódulos que podem indicar câncer. Os animais também conseguiram reconhecer outros problemas pulmonares, como enfisema e nódulos em vidro fosco, mesmo sem terem sido treinados para esse tipo de exame.
“Esses experimentos revelam que a atividade complexa e que exige atenção, de avaliar exames de tomografia computadorizada em busca de nódulos, pode ser realizada por um sistema de visão biológico como o dos pombos, que parece utilizar apenas mecanismos de categorização implícita”, diz um trecho do estudo.
Essa não é a primeira vez que pombos surpreendem cientistas. Um estudo recente revelou que células do sistema imunológico presentes no fígado desses animais desempenham um papel importante na percepção do campo magnético da Terra, funcionando como uma espécie de “bússola natural”.
De acordo com a pesquisa, publicada na revista Science, os macrófagos, células responsáveis por remover glóbulos vermelhos envelhecidos, acumulam ferro durante esse processo, transformando-se em estruturas superparamagnéticas.
Do R7
