Casos ocorreram em áreas rurais, um deles em Paulo Bento. As autoridades de saúde reforçaram que os episódios não possuem relação com o surto investigado em um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
O Rio Grande do Sul já contabiliza dois casos de hantavírus em 2026, incluindo uma morte, conforme boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Os dados chamam atenção após o Ministério da Saúde confirmar, na semana passada, apenas um caso da doença em todo o Brasil neste ano. No Estado gaúcho, as ocorrências foram registradas nas cidades de Antônio Prado e Paulo Bento, ambas em áreas rurais.
Segundo a SES, o caso de Antônio Prado teve confirmação laboratorial, enquanto o de Paulo Bento foi confirmado por critérios clínico-epidemiológicos e resultou em morte. As autoridades de saúde reforçaram que os episódios não possuem relação com o surto investigado em um navio que fazia um roteiro entre a Argentina, a Antártida e ilhas remotas do Atlântico Sul.
Apesar do aumento gradual nos registros nos últimos anos — foram oito casos em 2025, sete em 2024 e seis em 2023 —, a Secretaria Estadual da Saúde afirma que o cenário ainda não é considerado alarmante. A Organização Mundial da Saúde também informou que o risco de propagação do hantavírus para a população em geral é “absolutamente baixo”.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com secreções de roedores contaminados. Entre os sintomas iniciais estão febre, dores no corpo, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, pressão baixa e comprometimento cardiopulmonar. O período de incubação varia entre uma e cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.
Por Redação AU /AuonlinePublicado em 11/05/2026 19:14 - Atualizado em 11/05/2026 21:56
