A janela partidária, que permite troca de partido, sem prejuízo ao mandato encerrou na última sexta-feira, 2, e redesenhou o mapa político da Assembleia Legislativa gaúcha e teve no governador Eduardo Leite o principal vetor de mudança. Sua saída do PSDB, em maio de 2025, praticamente esvaziou a bancada tucana. Dos cinco eleitos, quatro seguiram o governador rumo ao PSD. Valdir Bonatto (ainda antes da janela), Delegada Nadine, Pedro Pereira e Neri, o Carteiro. Kaká D’Ávila também deixou o ninho, mas optou pelo Podemos.
Quem encolheu
Outras siglas também encolheram. O PRD perdeu Elizandro Sabino para o Republicanos, enquanto o PCdoB viu Bruna Rodrigues migrar ao PSB, movimento que, na prática, manteve viva a bancada socialista após a saída de Elton Weber para o PSD.
De um, para oito deputados
E é justamente o PSD o grande vencedor da janela. Além de herdar os ex-tucanos e Weber, o partido ainda incorporou dois nomes de peso do PP, Ernani Polo e Frederico Antunes, alinhados ao projeto eleitoral liderado pelo vice-governador Gabriel Souza. Soma-se a eles Aloísio Classmann, que deixou o União Brasil. Saltou de um, para oito deputados estaduais.
Segurou a base e retorno
Republicanos e PDT fecham a janela com saldo positivo. Os Republicanos, ao aderirem ao projeto de Luciano Zucco, seguraram sua base e ainda ganharam reforços. Já o PDT trouxe de volta Thiago Duarte, insatisfeito com a federação entre União Brasil e PP.
Recuperação de cadeira
O PL também se movimentou e recuperou espaço com a filiação de Cláudio Branchieri (perdeu Rodrigo Lorenzoni para o PP anda em 2025), recompensando perdas anteriores.
Bancada reduzidas
No sentido oposto, PP (trouxe o Gaúcho da Geral, mas perdeu dois) e União Brasil (ficou apenas com o deputado Dirceu Franciscon) encerram o período enfraquecidos, com bancadas reduzidas.
Base estável
O PT manteve sua base estável na Assembleia Legislativa, não registrando novas filiações de deputados, mas mantendo a mesma bancada.
