No Dia Internacional da Mulher, a médica Caroline De Marco traduz em sua trajetória o protagonismo feminino que transforma vidas a partir do cuidado, da sensibilidade e do olhar humano
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma oportunidade de reconhecer histórias que unem vocação, coragem e propósito. A trajetória da médica Caroline De Marco é uma dessas narrativas que refletem o papel cada vez mais presente da mulher em espaços de decisão, cuidado e transformação social.
Aos 38 anos, casada e mãe de dois filhos, Caroline construiu sua vida profissional e pessoal a partir de escolhas que nasceram ainda muito cedo. Entrou na faculdade de Medicina com apenas 17 anos, na UNOESC de Joaçaba, cidade onde cresceu. Desde então, não havia dúvidas sobre o caminho que desejava seguir. “Ser médica sempre esteve dentro da minha essência”, afirma.
Formou-se em 2010, ao lado do companheiro, também médico, com quem construiu sua família. O destino a trouxe para o Alto Uruguai há cerca de uma década. A jornada pela região passou por municípios como Viadutos, Três Arroios, Marcelino Ramos e Jacutinga, até que Erechim se tornou não apenas local de trabalho, mas de pertencimento. “Encantamo-nos pela cidade. Hoje somos erechinenses.”
Caroline também atua como servidora pública no município e vem se desafiando em novos espaços profissionais, ampliando sua atuação no consultório. Com pós-graduação em Medicina Estética Avançada, direcionou sua prática para um campo que vai além da aparência. Para ela, cuidar da autoestima também é cuidar da saúde.
“Hoje trabalho muito com a qualidade de vida. A forma como a pessoa se vê no espelho influencia diretamente no seu bem-estar”, explica.
A Medicina Estética, segundo Caroline, não busca transformar, mas valorizar. O objetivo é potencializar o que já existe, respeitando a individualidade de cada paciente. “A pessoa não sai diferente, sai melhor. É sobre enfatizar a beleza que ela já possui.”
Membra da Associação Brasileira de Medicina Estética (ABME), sua atuação envolve tecnologias modernas voltadas ao rejuvenescimento facial e corporal, além do tratamento de condições estéticas que impactam a autoconfiança. E se antes o foco era apenas o preenchimento, hoje o movimento é outro. “Há uma busca crescente pela naturalidade”.
“Muitas pessoas estão retirando excessos do passado. Hoje trabalhamos com equilíbrio.”
Na caminhada como mulher na medicina, Caroline destaca o papel feminino como pilar da sociedade, dentro e fora do ambiente profissional.
“A mulher é base na família, no trabalho e na vida social. E poder ajudar outras mulheres a se sentirem bem é algo que me realiza profundamente.”
Em meio ao avanço da tecnologia e da Inteligência Artificial na área da saúde, ela vê nas novas ferramentas um apoio importante, mas não substituto. “A tecnologia veio para somar, não para substituir. O olhar humano continuará sendo essencial.”
Ao refletir sobre o papel feminino na sociedade contemporânea, Caroline observa que as mulheres vêm ocupando cada vez mais espaços com competência e naturalidade. “Hoje, em muitas universidades, já somos maioria. Estamos presentes em todos os lugares onde conseguimos entrar.”
Neste 8 de março, sua história simboliza o protagonismo de tantas mulheres que equilibram múltiplos papéis, sem abrir mão da essência. Ser mulher, para Caroline, é ser movimento, cuidado e construção, todos os dias.
