Imagens divulgadas pela mídia iraniana mostram o edifício destruído após os bombardeios
O prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por eleger o novo líder supremo do Irã, foi alvo de um ataque atribuído a Israel e aos Estados Unidos no momento em que 88 aiatolás estavam reunidos para escolher o sucessor, segundo fontes israelenses ouvidas pelo The Jerusalem Post. Até o momento, não há informações confirmadas sobre mortos ou feridos.
Horas antes do ataque, ainda na manhã desta terça-feira, um membro da Assembleia dos Peritos havia afirmado que a escolha do sucessor do ex-líder supremo “não demorará muito”, de acordo com a agência de notícias iraniana ISNA.
Os Estados Unidos e Israel realizaram, neste sábado, 28, um ataque coordenado contra o Irã que resultou na morte de Khamenei. Após o ocorrido, o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou que vingar o líder supremo é um "direito e dever legítimo" da República Islâmica. Em discurso transmitido pela TV estatal, classificou a morte da "mais alta autoridade política do Irã e proeminente líder do xiismo" como uma "declaração de guerra contra os muçulmanos, e em particular contra os xiitas, em todo o mundo".
A Guarda Revolucionária condenou "os atos criminosos e terroristas" atribuídos aos governos dos Estados Unidos e de Israel. O Hamas lamentou a morte do líder iraniano e classificou o ataque como "abominável". Já o Hezbollah afirmou que irá "confrontar a agressão" dos EUA e de Israel.
No Iraque, o líder xiita Moqtada al-Sadr anunciou três dias de luto oficial e lamentou o "martírio" de Khamenei. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a área da embaixada dos EUA, mas foram contidos pela polícia.
O presidente russo, Vladimir Putin, condenou o assassinato e enviou uma carta ao presidente iraniano com condolências. Ele classificou o ataque como uma violação "cínica" da moralidade humana e do direito internacional.
